Cuidado com a visão das crianças deve ser redobrado com a volta às aulas
A criançada está toda de férias aproveitando as últimas semanas de muitas brincadeiras e curtição antes de voltarem às aulas. O material escolar será providenciado, uniformes, mochilas e por que não ficar atento também à saúde ocular dos pequenos? No começo do ano é época de se prevenir a doenças oculares para que a criança tenha um melhor desempenho escolar ao longo do ano.
Muitas crianças quando começam a estudar são percebidas pelos pais e professores como desligadas, sem atenção, sem interesse e apresentam grande dificuldade em aprender. Costuma-se atribuir esse comportamento a uma incapacidade “natural” do aluno para a aprendizagem. “Diversos problemas oculares que acontecem na pouca idade, entre 2 e 10 anos, são confundidos com preguiça ou pouca vontade de estudar. O que na verdade pode estar acontecendo é que a dificuldade de leitura ou de visão atrapalha no acompanhamento ao o ritmo dos colegas”, afirma Raquel Nunes, médica especialista em crianças do HCO.
Não obstante, os dados apresentados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) sobre as estatísticas do tema, apontam que 22,9% dos casos de abandono escolar são motivados pela dificuldade de enxergar. Os pais devem saber que 30% das crianças apresentam algum tipo de doença nos olhos e 20% dessas precisam de óculos ainda na idade escolar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 500 mil crianças ficam cegas a cada ano e muitos dos casos poderiam ser revertidos se cuidados a tempo.
Patologias e sintomas
Algumas patologias podem ser diagnosticadas durante exames clínicos realizados por profissionais devidamente especializados. “São comuns os erros refracionais (miopia, astigmatismo, hipermetropia), a ambliopia (”olho preguiçoso”), o estrabismo e a insuficiência de convergência. Os casos podem ocorrer simultaneamente, mas cada um exige tratamento específico”, explica Raquel.
Segundo a especialista, existem sintomas específicos para cada idade, o que facilita diagnosticar problemas na visão. “Até dois anos de idade podemos observar se a criança tem falta de reação a estímulos luminosos, aversão à luz, lacrimejamento excessivo, olhos mantidos fechados por muito tempo, ‘olho torto’, pupila dilatada. A partir dos três anos de idade pode-se observar dor ou coceira nos olhos, dificuldade em distinguir cores, testa franzida para focar imagens, assistir televisão muito próximo ao aparelho, dores de cabeça após leitura e/ou a jornada escolar, desinteresse em sala de aula, lentidão ao copiar as informações e outros”, explana a médica.
Portanto, é imprescindível estar atento aos sinais que as crianças dão em suas diversas fases da vida.