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Construção civil está receosa para investir

Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais está menor que o dado nacional

 

O resultado final do PIB de 2015, comprovando a forte retração da atividade econômica (3,8%) e do investimento (18,2%) no Brasil deixa os empresários da construção civil receosos para investir. Os números negativos também são apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que confirmou o encolhimento de 5,2% da construção, que perdeu mais de 416 mil trabalhadores no período.

Esse cenário desmotivador, também é apontado por outras fontes. O Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) está abaixo da meta de 50 pontos. Registrou-se 28,1 pontos em janeiro. São 6.6 pontos menores do que no mesmo período de 2014 (34,7 pontos). O dado nacional chegou à marca dos 35,1 pontos, menor que o índice estadual.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP), Efthymios Panayotes o investimento é a mola mestra para o crescimento de negócios no setor. “Isso não apenas na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, mas no Brasil. O setor da construção civil foi um dos que mais empregou nos últimos anos, mas tem sofrido efeito reverso desde o ano passado. Esse cenário tem um efeito cascata. O país precisa voltar a crescer. O governo precisa agir depressa”, alerta Efthymios Panayotes.

Para 2016 qualquer investimento deve ser feito com cautela. A pesquisa revelou que os empresários estão insatisfeitos com o cenário de negócios.  Em janeiro, o índice foi de 20,3 pontos, menor que o de dezembro de 2015 (24,8) e do revelado em igual mês do ano passado (28,4).

A conjuntura econômica brasileira também foi avaliada com insatisfação pelos construtores. Em janeiro desse ano, o indicador foi de 14,8, contra 15,1 pontos em nível estadual. O estudo também registrou que a perspectiva para o Estado é de 27,7 e para o Brasil de 26,3.

Para o país voltar a ter credibilidade, segundo Panayotes, o governo precisa aprovar medidas de ajuste fiscal e para a reforma da Previdência. “O setor da construção civil, uma vez estimulado, reage aceleradamente e, com isso, cria empregos, melhorado a economia. Também é preciso rever as formas de financiamento, deixando-as mais flexíveis”, ressalta.