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‘Arraiá Pela Vida’ reuniu cerca de 200 pessoas no estacionamento do Hospital do Câncer

Na manhã desta quinta-feira (25), pacientes, acompanhantes e voluntários do Hospital do Câncer em Uberlândia tiveram uma manhã pra lá de diferente. Nem o frio espantou os adeptos das festas juninas. A sanfona e o repertório do cantor Sidney do Cerrado esquentaram o clima da festança, animada pelas equipes do entretenimento e eventos. Todas as atividades marcam os 15 anos do Hospital do Câncer.

Vestido a caráter, os ‘caipiras’ literalmente arrastaram os pés ao som da sanfona de Sidney do Cerrado. Com um paletó apertado, botina, um chapéu de palha e dois dentes da frente grandes, o noivo, tornou a caracterização ainda mais engraçada. A noiva, aguardando para selar os votos de casamento, era só alegria. Aproveitou o arraial para segurar de vez o caipira e dançar.

Comida típica

Enquanto uns não perdiam tempo na dança, outros aproveitaram a ocasião para saborear os quitutes típicos. A fartura foi mesmo grande. Os mais de 200 participantes puderam comer bolo de fubá, canjicada, pipoca, doces e paçocas. E em como em toda boa festa caipira, a quadrilha virou uma brincadeira reunindo adultos e crianças.

Quem aproveitou para tomar uma canjicada numa manhã fria foi à professora Hely Maria Zoccoli.  Ela passou por uma Mastectomia e trata no Hospital do Câncer há três anos e atualmente faz quimioterapia oral.  “A cultura das festas juninas está em nós, às vezes temos é vergonha de manifestá-la. Não podemos perder a raiz. É isso que o Hospital faz: promove a cultura e aproveita para nos dar amor. Sinto muita segurança ao tratar essa doença nesse Hospital que é referência na região”, enfatizou Hely Maria Zoccoli.

 Abadia de Fátima Dutra, de 61 anos, trata de um linfoma há três anos. Ela aproveitou para apreciar o som do cantor Sidney do Cerrado e comer. “Essas festas são muito bem organizadas, somos recebidos com muito carinho e sempre há muita fartura. A canjicada está muito gostosa. Boa para esquentar nesse friozinho”, disse.

Boas ações

Entre os que chegavam e saiam da festança, estava também à dona Geni Maria de Jesus, de 70 anos, que passou no Hospital do Câncer para pegar medicamentos para o irmão que sofre de câncer no estômago e está em cuidados paliativos. Emocionada disse: “Acho lindas demais essas festas. A gente que cuida de pessoas com câncer, como eu cuido do meu irmão de 67 anos, fica muito pra baixo também. Os voluntários abrem o coração e fazem o que podem para ajudar. No Hospital do Câncer, ganho vitaminas, leite e até morfina para o meu irmão. Essa ajuda é maravilhosa”.

A assistente social Fabiana Hubaide Nascimento disse que as equipes de entretenimento e de eventos trabalham em conjunto para oferecer o melhor para os pacientes. “Elas estão sempre prontas, se vestem de palhaço, princesas, caipiras para levar alegria para os pacientes. O nosso objetivo é tratar todos com empatia, humanizar o atendimento e fazê-los esquecer de sentimentos, como angústia e ansiedade, provocados por causa do tratamento ou do resultado de um exame, por exemplo”.

Solidariedade

Fabiana Hubaide  ainda afirmou que toda a festança é promovida graças ao espírito bondoso de doadores. “Desde os produtos ao preparo dos alimentos, da decoração ao cantor, todo resultado advém de pessoas voluntárias, que doam recursos e talentos para esse fim”.

“É uma honra, um presente de Deus poder contribuir com esse momento. Não foi a primeira vez e nem será a última. Temos que agradecer a vida todos os dias, levar alegria para as pessoas e a música tem esse poder. Gosto de fazer o bem, por isso apresento-me para pessoas tão especiais”, ressaltou Sidney do Cerrado.