Construção civil vê sinais de recuperação
A retração desde o ano passado no setor de construção civil atingiu e muito não apenas o inicio de novas obras, como o número de desemprego na área. Apesar de o número de obras paradas no país ser grande, há sinais de melhoras. O ministro das Cidades, Bruno Araújo, chegou a anunciar a retomada da construção de 10,6 mil unidades habitacionais do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) que devem somar R$ 167,2 milhões em investimentos.
Quem também se pronunciou sobre o cenário foi o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), José Carlos Martins. Ele afirmou que a retomada vai alavancar um pouco o setor, mas disse que esse crescimento do segmento deve ser lento, haja vista que há projetos que levam até anos para serem iniciados. “A construção civil representa 8% do PIB (Produto Interno Bruto), mas é um dos segmentos que mais empregam. O fechamento de vagas tem sido constante e ainda vai levar tempo para que esse quadro seja revertido”, destaca ele.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba (Sinduscon-TAP), Pedro Spina, concorda que para que o setor volte a ser um dos que mais emprega, levará tempo. “Os empresários contam com empréstimos de financeiras. Uns não conseguem, e outros quando financiam, enfrentam atrasos nos repasses. Isso complica a situação. Só em junho, foram dispensados 28 mil trabalhadores no país”.
Apesar do cenário ainda não ser dos melhores Spina continua acreditando numa retomada. De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), o Índice de Confiança da Construção subiu 1,8 ponto em agosto, alcançando 72,5 pontos — o maior nível desde julho de 2015. “Foi à segunda alta mensal consecutiva. Quanto mais a economia reage, mais a retomada de projetos parados é agilizada”.