Empresários da Avenida Segismundo Pereira e CDL conseguem alteração na execução das obras do corredor de ônibus
Desde outubro do ano passado, representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Uberlândia e da Associação de Moradores do bairro Santa Mônica, se mobilizam contra a retirada do estacionamento da via, planejada com a implantação do projeto de construção do corredor de ônibus, previsto para começar no primeiro semestre de 2015. Recentemente, representantes da CDL e os empresários da região do Santa Mônica chegaram a comparecer à Câmara Municipal de Uberlândia para reivindicar alteração no projeto.
Segundo a gerente Político Institucional da CDL, Núbia Carvalho, a entidade é a favor de melhorias e da implantação do corredor de ônibus. “O que pedimos à Secretaria de Trânsito e Transportes (Settran), em nome dos comerciantes foi à permanência do estacionamento na Avenida Segismundo Pereira que tem aproximadamente 5 km de extensão. Se a Settran não revisse o projeto, os consumidores não teriam onde estacionar e os comerciantes perderiam vendas. Antes que as obras começassem, reunimos com a Câmara Municipal, a Settran e o Prefeito a fim de mostramos o quanto o projeto prejudicaria o comércio na avenida. Aproveitamos para agradecer a todos pela parceria, tão importante e tão necessária, para a resolução desta questão tão delicada para os empresários e população da referida região”, disse Núbia.
O presidente da CDL Uberlândia, Cícero Novaes, disse que a CDL conta com o setor Político Institucional para intervir em ações políticas em prol dos empresários de Uberlândia. “A Núbia visitou por várias vezes não apenas a Câmara Municipal, como falou com os responsáveis por esse projeto. Conseguimos mostrar aos gestores que a economia também sairia perdendo. O projeto não será modificado, mas pelo menos contemplará de alguma forma o interesse também de uma classe que luta para manter seus comércios abertos. O resultado será bom para toda a população”.
Segundo o assessor de Transportes da Settran, Divino Santos, devido às reivindicações dos comerciantes haverá a alteração na execução. “Mantemos o projeto. Ao invés da via do ônibus ficar exclusiva, será prioritária. A via será compartilhada, sendo duas vias para trânsito e outra para estacionamento. A operação será alterada de forma que contemple o usuário, os empresários e a população. O transporte não concorre com o comércio”, finalizou.