Pacientes mirins do Hospital do Câncer ganham festa caipira
Foi com muita pipoca, cachorro-quente, caldo, canjicada, paçoquinha, pé de moleque, brincadeiras e diversão que mais de 40 pessoas, entre crianças que fazem tratamento no Hospital do Câncer em Uberlândia e seus familiares participaram na manhã desta quarta-feira (10), da Festa Junina da Brinquedoteca do Hospital.
A comemoração já é uma tradição na instituição e acontece graças ao voluntariado e apoio de muitas empresas parceiras. A organização foi feita pela equipe da Brinquedoteca e contou também com a ajuda dos voluntários do Grupo Luta Pela Vida.
Para receber a criançada, uma mesa farta, com uma decoração impecável. Bonecos caipiras feitos com palha, bandeirinhas, balões, fogueira fictícia e até uma roda de carro de boi fizeram parte da personificação. Além dos brinquedos disponíveis no buffet infantil, para animar a festança, o palhaço do Anjos da Alegria, Tuiki, os músicos e os voluntários movimentaram a festa com brincadeiras, como a pescaria. Os presentes dançaram quadrilha e brincaram de roda.
Para a realização da festa, muitos colaboradores contribuíram e proporcionaram a alegria das crianças.
“Esses momentos proporcionam a integração entre as crianças, mas também entre as famílias. Aqui somos de fato uma família”, disse a voluntária da Brinquedoteca do Hospital do Câncer, Adriene Fidélis.
Maria Luiza Tofolis de 11 anos que trata de leucemia há mais de um ano no Hospital do Câncer estava animada. Acompanhada do pai, Robson Eurípedes Tofolis, ela participou da quadrilha, mas contou que o que mais gostou foi dos brinquedos. “Está tudo muito bonito. Comi bastante pipoca, mas o mais legal são os brinquedos”, disse Maria Luiza.
Os pais sempre participam. A dona de casa Valéria Gomes conta que o filho João Lucas Gomes de 15 anos que sofreu com linfoma ósseo e que hoje faz acompanhamento de quatro em quatro meses no Hospital do Câncer, tem os voluntários como amigos. “Dentro e fora do Hospital sempre fomos muito bem tratados. O tratamento é muito desgastante e essas festas são para que eles se sintam importantes, pessoas normais. Aqui todos são como irmãos porque convivem com as mesmas limitações”, ressaltou Valéria.
João Lucas disse que fez muitas amizades dentro do Hospital e a festa é um momento de revê-las. “Tenho até uma voluntária que é minha madrinha. Somos uma grande família. A gente se comunica por telefone e redes sociais”, afirma o garoto.
Para Furtuna, ex-bancário e voluntário há dez anos no Hospital do Câncer, não há nada melhor que doar. “É muito bom oferecer algo ao próximo. Eu gosto demais de criança, de dar colo. Quero sempre contribuir. Que esse meu lado de criança não morra nunca”.